Como usar estas referências
As referências estão organizadas por tipo. Temos dados oficiais (censos e relatórios governamentais), portais especializados (bases de acesso público), livros, artigos técnicos, legislação e sugestões para quem quiser ir mais fundo.
Os links apontam para as páginas oficiais. Vale checar o acesso na data da sua consulta, porque endereço institucional às vezes muda de lugar. E um aviso importante: para pesquisa acadêmica, o ideal é citar a fonte original, e não esta enciclopédia.
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📈 Dado Oficial
Censo Demográfico 2022 — Primeiros Resultados dos Povos Indígenas
IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Dados do Universo · Censo Demográfico.
É a principal fonte quantitativa desta enciclopédia. Registrou 393 etnias autodeclaradas e 1.693.535 indígenas no Brasil. Foi o primeiro Censo a usar uma metodologia combinada de autodeclaração e levantamento de moradores em Terras Indígenas. A gente usou os microdados para montar as estatísticas de população, distribuição geográfica e diversidade étnica.
Como citar
IBGE. Censo Demográfico 2022: Povos Indígenas — primeiros resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: ibge.gov.br. Acesso em: mar. 2026.
02
📈 Dado Oficial
Relatórios de Terras Indígenas e Povos Isolados — FUNAI
FUNAI — Fundação Nacional dos Povos Indígenas
Brasília: FUNAI, 2023–2026. Atualização contínua.
É de lá que vêm os dados sobre Terras Indígenas demarcadas, povos em isolamento voluntário e processos de regularização fundiária. A FUNAI mantém uma base cartográfica atualizada com os limites das 730 Terras Indígenas e registros de mais de 114 referências de povos isolados.
Como citar
FUNAI. Terras Indígenas no Brasil. Brasília: Fundação Nacional dos Povos Indígenas, 2023. Disponível em: gov.br/funai. Acesso em: mar. 2026.
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📈 Dado Oficial
SIASI — Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena
SESAI — Secretaria Especial de Saúde Indígena / Ministério da Saúde
Brasília: SESAI/MS, dados até 2023.
É o banco de dados de saúde das populações indígenas em Terras Indígenas. Serve para consultar mortalidade, doenças, cobertura vacinal e indicadores de saúde por etnia e região. Complementa muito bem os dados populacionais do Censo 2022 quando a gente precisa analisar bem-estar e vulnerabilidade.
04
🌿 Portal Especializado
Povos Indígenas no Brasil (PIB)
ISA — Instituto Socioambiental
São Paulo: ISA, 1996–2026. Plataforma de atualização contínua.
É a base de dados mais completa sobre povos indígenas do Brasil. De lá vêm as fichas etnológicas, dados linguísticos, histórico de contato e situação territorial de cada etnia. O PIB documenta mais de 260 povos com território reconhecido, com fichas feitas por especialistas. A gente usou o site extensivamente para verificar e complementar os dados do Censo 2022.
Como citar
ISA — INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: pib.socioambiental.org. Acesso em: mar. 2026.
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🌿 Portal Especializado
Ethnologue: Languages of the World
SIL International
Dallas: SIL International, 26. ed., 2023.
É a referência global para catalogar línguas vivas. Usamos o site para cruzar os dados linguísticos dos povos indígenas brasileiros. Ajuda muito a confirmar o número de falantes, a classificação genealógica e o status de vitalidade de cada língua.
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📋 Relatório Internacional
Atlas of the World's Languages in Danger
UNESCO — Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
Paris: UNESCO, 3. ed., 2010. Editado por Christopher Moseley.
É a referência internacional para classificar línguas ameaçadas. Usamos o atlas para identificar as línguas indígenas brasileiras em risco de extinção. A escala da UNESCO (vulnerável, definitivamente ameaçada, gravemente ameaçada, criticamente ameaçada) virou o nosso padrão para a seção de línguas em perigo.
Como citar
MOSELEY, Christopher (ed.). Atlas of the World's Languages in Danger. 3. ed. Paris: UNESCO, 2010. Disponível em: unesco.org/languages-atlas.
07
📖 Livro
A Queda do Céu: palavras de um xamã yanomami
KOPENAWA, Davi · ALBERT, Bruce
São Paulo: Companhia das Letras, 2015. ISBN 978-85-359-2576-3.
Livro fundamental para entender a cosmovisão Yanomami, a luta pela demarcação do território e o impacto do garimpo sobre o povo. Davi Kopenawa é o maior líder e porta-voz Yanomami, e Bruce Albert é o antropólogo que organizou e co-escreveu a obra. É leitura obrigatória para a seção sobre os Yanomami, o Capítulo II e qualquer discussão séria sobre garimpo ilegal.
Como citar
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: palavras de um xamã yanomami. Tradução: Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
08
📖 Livro
História dos Índios no Brasil
CUNHA, Manuela Carneiro da (org.)
São Paulo: Companhia das Letras / FAPESP / SMC, 1992. 2. ed. 1998. ISBN 978-85-7164-052-3.
Obra coletiva e indispensável sobre a história dos povos indígenas no Brasil, cobrindo desde os períodos pré-coloniais até o século XX. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha organizou o volume, que reúne especialistas em arqueologia, história colonial, etnologia e direito. É a base de toda a contextualização histórica desta enciclopédia.
Como citar
CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
09
📖 Livro
Índios no Brasil: quem são, quantos são e como vivem
AZEVEDO, Marta Maria do Amaral
Brasília: MEC, 2008. Coleção Educação para Todos, v. 12.
Livro de acesso público feito para o Ministério da Educação. Traz uma síntese didática sobre a realidade dos povos indígenas brasileiros, com dados sobre população, território, educação e saúde. A gente usou muito como referência para manter a linguagem desta enciclopédia acessível.
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📖 Livro
As línguas indígenas no Brasil contemporâneo
MOORE, Denny · GALUCIO, Ana Vilacy · GABAS JÚNIOR, Nilson
In: Scientific American Brasil — Amazônia, ed. especial n. 3, 2008.
Artigo de referência sobre a situação das línguas indígenas brasileiras. Cobre a classificação por troncos e famílias, número de falantes, risco de extinção e programas de documentação. Usamos o texto para a seção de línguas vivas e extintas, e para classificar os troncos Tupi, Macro-Jê, Aruak, Karib e Yanomami.
Como citar
MOORE, Denny; GALUCIO, Ana Vilacy; GABAS JÚNIOR, Nilson. As línguas indígenas no Brasil contemporâneo. Scientific American Brasil — Amazônia, ed. especial, n. 3, p. 6-11, 2008.
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📋 Relatório Histórico
Relatório Figueiredo
FIGUEIREDO, Jader de Figueiredo Correia
Brasília: Ministério do Interior, 1967. Recuperado do Museu do Índio (2013).
Documento histórico produzido por uma inspeção do Ministério do Interior. O relatório documentou massacres, torturas e a escravidão de povos indígenas praticadas por funcionários do SPI ao longo do século XX. É considerado um dos documentos mais importantes sobre violações de direitos humanos no Brasil. O original chegou a ser dado como desaparecido, mas foi reencontrado no Museu do Índio em 2013.
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📋 Relatório
Violência contra os Povos Indígenas no Brasil — Relatório Anual
CIMI — Conselho Indigenista Missionário
Brasília: CIMI, publicação anual desde 1981. Edições 2020–2024 utilizadas.
É o único relatório sistemático sobre as violências sofridas pelos povos indígenas no Brasil. Cobre invasões territoriais, assassinatos, suicídios e conflitos fundiários. A gente cruza os dados do CIMI com os do IBGE e da FUNAI para contextualizar os desafios contemporâneos dos povos que estão no catálogo.
Como citar
CIMI. Violência contra os Povos Indígenas no Brasil: dados de [ano]. Brasília: Conselho Indigenista Missionário, [ano]. Disponível em: cimi.org.br.
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🌿 Portal / Organização
APIB — Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
APIB — Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
Portal de acesso contínuo · apib.info · Desde 2005.
É a principal organização representativa dos povos indígenas no Brasil. O portal da APIB reúne declarações, pronunciamentos e dados sobre violações de direitos. Traz informações produzidas pelos próprios indígenas, o que é essencial para equilibrar a narrativa institucional com a voz de quem realmente vive tudo isso.
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📜 Legislação
Constituição Federal de 1988 — Capítulo VIII: Dos Índios
República Federativa do Brasil
Brasília: Senado Federal, 1988. Arts. 231 e 232.
É o marco fundamental do indigenismo brasileiro. Os artigos 231 e 232 reconhecem a organização social, os costumes, as línguas e as crenças indígenas. Também garantem o direito originário às terras que habitam e a capacidade processual para defender seus direitos em juízo. A Constituição pôs fim à tutela estatal que tratava os indígenas como relativamente incapazes.
Como citar
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. Arts. 231-232. Disponível em: planalto.gov.br.
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📜 Norma Internacional
Convenção 169 sobre Povos Indígenas e Tribais
OIT — Organização Internacional do Trabalho
Genebra: OIT, 1989. Ratificada pelo Brasil: Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004.
É a principal norma internacional sobre direitos de povos indígenas. Reconhece o direito à autodeterminação e à consulta prévia, livre e informada sobre decisões que afetam seus territórios. Também valida o uso de critérios de autoidentificação. A Convenção 169 é o que fundamenta a metodologia de autodeclaração adotada pelo IBGE no Censo 2022.
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📜 Norma Internacional
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (DRIP)
ONU — Organização das Nações Unidas
Nova York: ONU, 2007. Adotada pela Assembleia Geral: Resolução A/RES/61/295.
Documento internacional que consolida os direitos coletivos dos povos indígenas. Garante autodeterminação, controle sobre territórios e preservação cultural. Também assegura a consulta prévia e a participação política. O Brasil votou a favor da aprovação em 2007. É referência direta para os capítulos sobre direitos e resistência desta enciclopédia.