Em 1936, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro transmitia ao mesmo tempo para o Amazonas e para o Rio Grande do Sul. Pela primeira vez na história, um sujeito do Acre e outro do Paraná ouviam a mesma canção no mesmo instante, sem nunca terem se cruzado, sem falar com o mesmo sotaque, sem dividir absolutamente nada na vida além daquele sinal chegando pelo rádio de pilha.
O que esse ouvinte do Acre escutava provavelmente não era o que o do Paraná preferia. Um seguia o baião de Luiz Gonzaga; o outro talvez preferisse os hinos de uma congregação evangélica trazida por imigrantes alemães. Samba, os dois conheciam, porque o rádio tinha decidido que samba era sinônimo de Brasil. Só que ambos também carregavam repertórios que nunca entraram nessa lista de prioridades e seguiam vivos com a mesma força nas beiras de estrada, nos salões paroquiais, nas reuniões de irmandade, nas festas de roça.
Este capítulo é sobre esse Brasil musical plural, o que o rádio revelou e o que tentou organizar em hierarquia, e sobre como boa parte dessa música simplesmente ignorou a hierarquia e seguiu tocando do mesmo jeito.
I. O rádio como espelho e como filtro
A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923 por Roquette-Pinto sob o lema "trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra", começou transmitindo óperas, conferências científicas e música erudita. Rádio para elite instruída, um projeto civilizatório que tratava o espectro eletromagnético como extensão da sala de concertos.
A virada veio com a comercialização do rádio nos anos 1930 e, principalmente, com a Rádio Nacional, criada em 1936 e estatizada por Vargas em 1940. Orçamento federal, estúdios modernos, o sinal mais potente do país: a Nacional virou o principal motor de construção da identidade musical brasileira. E fez isso escolhendo, com bastante deliberação, o que merecia ir ao ar.
O filtro do éter
O que o rádio escolhia — e o que deixava de fora
O samba "limpo", de letras sobre trabalho, amor e patriotismo, entrava sem problema. Já o samba de malandragem, que celebrava a recusa ao trabalho assalariado, era desencorajado na prática. O baião de Luiz Gonzaga passou porque Gonzaga soube embrulhá-lo de um jeito que a elite carioca conseguia digerir como "folclore" exótico. O frevo pernambucano ficou regional simplesmente porque ninguém fez por ele o que Gonzaga fez pelo baião.
A música caipira entrou no rádio, mas como nicho, nunca como identidade de país. A música das comunidades imigrantes (alemã, italiana, japonesa) quase não teve espaço, a não ser quando traduzida para o português. E a música sacra, católica ou evangélica, morava sobretudo no rádio confessional e nos cultos, longe das grades das emissoras comerciais.
Getúlio e o samba de Estado
A relação entre o governo Vargas e o samba é um dos temas mais estudados da musicologia brasileira, e também um dos mais cheios de nuance. A versão simplificada diz que Vargas "cooptou" o samba e o transformou em propaganda. A realidade foi mais enrolada que isso: teve negociação, teve resistência, teve concessão dos dois lados.
Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho e outros sambistas continuaram compondo sobre malandragem, sofrimento e vida de periferia ao longo dos anos 1930 e 1940. Às vezes usando metáfora para escapar da censura, às vezes simplesmente gravando o que queriam e torcendo para dar certo. O Estado queria o samba como símbolo nacional; os sambistas queriam o rádio como palco. Dessa briga surda nasceu uma música com timbre oficial por fora e voz não autorizada por dentro.
O microfone virou tribuna antes de virar hino. E foi por aí que o samba escapou de qualquer projeto político que tentasse mantê-lo na coleira.
Invisibilizado · Cantor e compositor
Cartola (Angenor de Oliveira, 1908–1980) — o invisível mais brilhante
Cartola hoje é tratado como um dos maiores compositores da história da música brasileira. Não foi assim durante quase toda a sua vida. Fundou a escola de samba Mangueira em 1928, compôs centenas de sambas de qualidade lírica fora da curva, e ainda assim passou décadas praticamente sem gravar, trabalhando como lavador de carros e depois como cozinheiro. Seu primeiro LP solo só saiu em 1974, aos 66 anos. O historiador Sérgio Cabral registrou esse apagamento em detalhe: Cartola era negro, morador de morro, sem instrução formal e sem os contatos com gravadoras que outros sambistas de classe média já tinham. A mesma indústria do rádio que canonizou o samba ignorou, sistematicamente, um dos seus maiores criadores.
II. Luiz Gonzaga — o Nordeste que o Sul não sabia que existia
Em 1946, um sanfoneiro de Exu, Pernambuco, chamado Luiz Gonzaga do Nascimento já levava mais de dez anos no Rio de Janeiro tocando boleros e choros em cassino e baile de zona sul. Músico competente, invisível, trocável por outros dez. A virada aconteceu quando dois estudantes nordestinos, Humberto Teixeira e depois Zé Dantas, sugeriram algo simples: tocar o que ele tocava em casa, quando criança, no sertão.
O baião que Gonzaga levou ao rádio carioca não era exatamente o que se praticava no sertão. Era versão estilizada, arranjada para o microfone, com letras que traduziam a vivência nordestina em imagens que o ouvinte do Sul conseguia enxergar sem nunca ter posto os pés lá. "Asa Branca" (1947), composta com Humberto Teixeira, não é documento etnográfico. É obra de arte feita com plena consciência de quem ia ouvir, o que não a torna menos verdadeira: torna-a mais esperta.
Anatomia do gênero · Baião
O que faz um baião ser um baião
O baião usa a escala nordestina, uma escala mixolídica com quarto aumentado que os teóricos chamam de "lídio-mixolídica" e que os músicos do sertão resolvem chamar simplesmente de "o tom da terra". Essa escala gera uma tensão harmônica que nenhuma escala europeia reproduz. A sanfona (acordeom diatônico ou cromático) faz melodia e harmonia ao mesmo tempo. O zabumba segura o tempo grave. O triângulo cuida da síncopa. Junte os três timbres e o resultado é reconhecível antes mesmo de qualquer letra começar.
Invisibilizadas · Cantoras de forró e repentistas
As vozes femininas que o baião do rádio apagou
O baião chegou ao rádio nacional como coisa de homem: Gonzaga, Humberto Teixeira, Zé Dantas, Jackson do Pandeiro. Só que a tradição musical nordestina de onde ele saiu tinha participação feminina forte, cantadoras de coco, repentistas, mulheres puxando canto em festa de interior com uma desenvoltura que o estúdio de gravação raramente registrou. Marinês (Maria José Menezes) foi a exceção mais visível, sanfoneira e cantora que se impôs num mercado que não esperava ver mulher na frente da sanfona. A pesquisadora Isabel Nogueira documentou como o mercado fonográfico nordestino, entre os anos 1940 e 60, empurrava sistematicamente as mulheres para o coro ou para a presença decorativa, talento à parte.
III. Frevo, maracatu e a resistência pernambucana
Enquanto Rio de Janeiro e rádio nacional fechavam a equação "Brasil igual samba", Pernambuco construía uma identidade musical que não pedia licença carioca para existir. O frevo, gênero nascido no fim do século XIX dos cortejos de carnaval do Recife, misturando marcha militar com maxixe e elementos africanos, já era, nos anos 1940, tão sofisticado musicalmente quanto o samba. E bem mais difícil de tocar.
A orquestra de frevo era praticamente uma máquina de alta performance: metais, percussão e palhetas navegando em andamentos absurdamente rápidos com uma precisão de conjunto que a maioria das bandas de samba sequer precisava ter. Compositores como Nelson Ferreira, Capiba e Zuzinha deixaram um repertório que os músicos de hoje ainda tratam com respeito técnico. Mas o frevo não saiu do Recife, porque nenhum mecanismo de distribuição nacional o adotou como adotou o samba.
Já o maracatu, cortejo afropernambucano de tambores, dança e raízes africanas e indígenas, era ainda mais resistente à absorção pelo rádio nacional. Natureza processional, vínculo com celebrações específicas, estrutura comunitária complexa: tudo isso o tornava impossível de "gravar e vender" dentro do molde da indústria fonográfica da época. Isso o protegeu, de certa forma, da domesticação que o samba sofreu. Mas cobrou seu preço em invisibilidade nacional.
IV. A viola caipira e o Brasil que morava no interior
Em 1929, Cornélio Pires, jornalista, humorista e folclorista de Tietê (São Paulo), fez a primeira gravação de música caipira em disco. Financiou tudo do próprio bolso, comprou caixas de discos da Columbia e saiu vendendo cidade por cidade pelo interior paulista. Vendeu tudo em poucos meses, como quem já sabia que ali havia mercado.
O que Cornélio Pires registrou não era exatamente "folclore" no sentido de museu: era a música que as pessoas do interior de fato tocavam e cantavam, moda de viola, cururu, cateretê, catira. Uma música com raiz funda na tradição ibérica, o romanceiro português estava ali, irreconhecível numa primeira escuta mas presente nas estruturas melódicas, depois transformada por séculos de convivência com indígenas e africanos no interior do país.
Instrumento · Viola caipira
O instrumento que veio de Portugal e virou brasileiro
A viola caipira descende direto da viola de arame portuguesa do século XVI, o mesmo instrumento que os jesuítas usavam para catequizar os indígenas (ver cap. 01). No interior de São Paulo e Minas Gerais ela seguiu um caminho próprio: dez cordas em cinco pares, afinação que não segue padrão europeu nenhum, técnica de mão direita (o "dedilhado caipira") que dá um timbre só dela. A moda de viola, forma poética e musical da música caipira, carrega uma estrutura narrativa que vem direto do romanceiro ibérico medieval, com histórias longas, personagens, conflito e resolução.
A dupla caipira, duas vozes masculinas em terças acompanhadas por duas violas, virou o formato dominante do gênero nos anos 1940 e 1950. Duplas como Tonico e Tinoco e Alvarenga e Ranchinho construíram públicos enormes no interior sem nunca terem sido levadas a sério pela crítica musical das capitais. Décadas depois, essa mesma crítica veria o "sertanejo", herdeiro direto e comercialmente turbinado daquela tradição, virar o gênero mais ouvido do Brasil. Ironia que ninguém na época previu.
V. A música cristã — o universo sonoro que o rádio comercial não mapeou
Existe uma história musical do Brasil entre 1930 e 1955 que os livros de musicologia popular raramente contam: a da música praticada dentro de igrejas, capelas, salões de culto e comunidades religiosas espalhadas pelo país. Não por ser marginal em número de gente envolvida. Muito pelo contrário: para uma fatia enorme da população brasileira, a música que mais cantavam era exatamente a do culto semanal.
Música sacra · Tradição Católica
Do barroco ao canto gregoriano — a música nas igrejas católicas
A Igreja Católica brasileira do período era musicalmente diversa. Nas catedrais das grandes cidades, o repertório de missas e motetos do barroco brasileiro (ver cap. 02) seguia vivo em arranjos para coro e órgão. O canto gregoriano, entoado em latim conforme as orientações de Pio X no Motu Proprio de 1903, era obrigatório nas liturgias oficiais e exigia dos coristas um treinamento vocal específico.
Nas paróquias do interior e nas capelas rurais, porém, a realidade era outra. Cantos em português, melodias populares adaptadas a textos religiosos, viola e sanfona no lugar do órgão quando faltava organista. Essa "liturgia popular", tecnicamente irregular pelas normas da Igreja mas profundamente enraizada na devoção do dia a dia, é um capítulo inteiro da musicologia brasileira que ainda espera uma sistematização completa.
O padre e compositor José Maurício Nunes Garcia (1767–1830), já tratado em capítulo anterior, deixou uma herança que seguia sendo cantada em missas solenes pelo Brasil dos anos 1930–40. Sua obra sacra, missas, réquiens, motetos, era o elo vivo entre o barroco mineiro e a música de igreja do século XX.
Música sacra · Tradição Evangélica e Protestante
Os hinos que cruzaram o Atlântico com os missionários
Os primeiros missionários protestantes chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX: presbiterianos norte-americanos em 1859, metodistas em 1867, batistas em 1882. Vieram com seus hinários, o Salmos e Hinos presbiteriano, o Cantai ao Senhor metodista, coleções traduzidas do inglês que misturavam Wesley, Watts e os grandes nomes do avivamento norte-americano.
Esses hinos, harmonizados em quatro vozes, com estrutura estrófica rígida e uma seriedade tonal que destoava da leveza rítmica da música popular brasileira, criaram cultura musical própria dentro das comunidades evangélicas. O culto protestante exigia participação congregacional no canto, o que tornava a musicalidade competência de todo mundo, não só dos músicos profissionais. Crianças aprendiam a ler partitura para cantar no culto. Jovens formavam quartetos vocais. A música coral se desenvolveu nas igrejas protestantes com uma sistematicidade que o ensino público raramente alcançava.
Com a chegada das missões pentecostais, a Congregação Cristã no Brasil em 1910 e a Assembleia de Deus em 1911, um novo estilo de música cristã começou a tomar forma: mais emocional, mais perto dos ritmos populares, com ênfase na experiência individual de fé. Os hinos pentecostais dos anos 1930–50 formam um repertório de alcance popular enorme que os estudos de música brasileira demoraram décadas para levar a sério.
Invisibilizado · Música evangélica
Os corais das igrejas e a formação musical de gerações
Boa parte dos músicos populares brasileiros do século XX aprendeu a cantar e a ler música dentro de igreja, evangélica ou católica. Essa formação quase nunca aparece nas biografias oficiais, porque a crítica musical secular tendia a tratar a origem religiosa como irrelevante, quando não como algo a esconder. Elis Regina cantava em coral de igreja na infância em Porto Alegre. Milton Nascimento se formou musicalmente no ambiente católico de Três Pontas, MG. Gilberto Gil cantava música religiosa antes mesmo de descobrir o rádio. Para muitos desses músicos, o canto coletivo da igreja foi a primeira escola de harmonia vocal a que tiveram acesso, herança que nem sempre se reconhece, mas que está espalhada pela música brasileira do século XX.
VI. Carmen Miranda, Dorival Caymmi e o Brasil que a América quis comprar
Em 1939, Carmen Miranda embarcou para Nova York a convite de um produtor de Broadway. Em dois anos já era a artista mais bem paga de Hollywood. O que ela vendia era uma versão do Brasil digerível para o mercado norte-americano: turbante, frutas, samba acelerado, sotaque exagerado, hiperfeminilidade tropical. Caricatura, sim, e ela sabia disso, e executava o papel com uma consciência e um controle artístico que a crítica brasileira raramente lhe deu crédito.
A recepção dela aqui dentro foi hostil por muito tempo. A intelectualidade carioca acusava Carmen Miranda de vender uma imagem rebaixada do país. O que essa crítica raramente mencionava é que ela tinha sido moldada pela mesma indústria cultural brasileira que agora a repudiava, e que sua versão do Brasil, por mais estilizada que fosse, chegou a mais gente no mundo do que qualquer outro produto cultural brasileiro até então.
Dorival Caymmi funciona como o contrapeso exato dessa história. Baiano de Salvador, chegou ao Rio em 1938 e na gravação seguinte já cantava canções de pescador, do mar da Bahia, de mulher que espera. Voz grave e lenta, harmonia que absorvia jazz sem virar jazz, poesia do cotidiano que nunca soava trivial: ele construiu um Brasil que dispensava banana na cabeça para ser reconhecível.
Carmen Miranda vendeu o Brasil como espetáculo. Caymmi o entregou como intimidade. Os dois acertaram, cada um a seu modo, porque o país é as duas coisas e nunca teve motivo para se envergonhar de nenhuma delas.
VII. O que o rádio não era — e o que sobreviveu sem ele
A história do rádio brasileiro também é a história do que ele nunca transmitiu. A música das comunidades imigrantes europeias e japonesas do Sul e do interior paulista (schuhplattler bávaro no Rio Grande do Sul, fandango caiçara no litoral paranaense, música caipira de origem italiana no interior de São Paulo) existia em paralelo ao rádio nacional, e não dentro dele.
O jongo, canto e dança de origem banto praticado pelas comunidades quilombolas remanescentes do Vale do Paraíba fluminense e paulista, era totalmente invisível para o rádio, mas estava ali, passando de geração em geração em rituais noturnos que gravadora nenhuma chegou a visitar. O coco de roda do litoral nordestino seguia firme. O carimbó paraense também. A ciranda pernambucana, idem. Todos vivos com a mesma força do samba canonizado, e sem o menor interesse em entrar para o cânone.
Essa pluralidade sobreviveu ao rádio justamente por nunca ter dependido dele. Quando o Brasil finalmente se voltou para si mesmo com curiosidade antropológica, nos anos 1960 e 1970, descobriu que havia muito mais país musical do que três décadas de transmissão tinham conseguido mapear.
Linha do tempo — Era do Rádio e do Samba
Primeiras transmissões de rádio no Brasil
Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por Roquette-Pinto. Começa com ópera e conferência — o popular chega depois.
Cornélio Pires financia as primeiras gravações de música caipira
Tietê, SP. Ele mesmo vende os discos no interior paulista. Prova que havia mercado para a música do sertão sem precisar passar pelo Rio.
Getúlio Vargas assume o poder — samba entra na agenda política
O Estado começa a negociar com os sambistas: visibilidade em troca de temas que glorifiquem o trabalho e a nação.
Inauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
O sinal mais potente do Brasil. Estatizada por Vargas em 1940, vira o principal veículo de construção da identidade musical nacional.
Dorival Caymmi chega ao Rio de Janeiro
Leva a Bahia para o rádio com voz e harmonia que dispensam espetáculo para serem inesquecíveis.
Carmen Miranda parte para Nova York
Em dois anos, é a artista mais bem paga de Hollywood. O Brasil exporta uma imagem de si mesmo que vai amar e odiar ao mesmo tempo por décadas.
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira gravam "Asa Branca"
O baião chega ao rádio nacional. O Nordeste que o Sul só imaginava como seca e pobreza ganha um som que o mundo inteiro vai reconhecer.
Inauguração da TV Tupi — começa o fim da Era de Ouro do Rádio
A televisão não mata o rádio de uma vez, mas o obriga a se reinventar. Os artistas começam a migrar para a tela nova.
Consolida-se o samba-canção como gênero dominante
Mais lento, harmonicamente mais sofisticado, mais melancólico. Antessala da bossa nova, que chega em 1958.
Playlist · Capítulo 05
Era do rádio — ouça enquanto lê
Samba de Cartola e Noel Rosa, baião de Gonzaga, frevo pernambucano, moda de viola de Tonico e Tinoco, Dorival Caymmi e Carmen Miranda. O Brasil plural que o rádio tanto revelou quanto escondeu.
O que a era do rádio passa adiante
Como o samba canonizado, o baião, a viola caipira e a música cristã fluem para a segunda metade do século XX.